Post#38 – Watashitachi no Shiawase na Jikan

watashitachi-no-shiawase-na-jikan-2“Só nos concediam trinta minutos a cada quinta feira.

Hoje poderia ser o último dia…”

A história

Juri Mutou é uma jovem que tentou o suicídio três vezes, por isso sua tia, uma velha senhora e freira, querendo que a sobrinha encontre sentido na vida, a leva em uma de suas visitas ao presídio onde conversa com criminosos que estão no corredor da morte.

Lá Juri começa a conversar com um desses criminosos, e é onde consegue encontrar um sentido para sua vida: o amor.

Por outro lado, Yuu, o criminoso que também não queria mais viver e só aguardava por sua execução, encontra algo que não sentia faz tempo: a vontade de viver.

Informações sobre a obra e autora

O nome desse título lançado em 2007 na revista seinen Comic Bunch pode ser traduzido como “nossos momentos de felicidade”, é uma adaptação baseada em “Maundy Thursday”, uma novel escrita por Gong Ji-Young, artista premiada sul-coreana, e possui apenas 8 capítulos encadernados em um oneshot.

A adaptação em mangá fica por conta de Mizu Sahara, que possui também os pseudônimos de Keita Sahara e Sumomo Yumeka. A artista usa diferentes pseudônimos por escrever em diferentes demografias como yaoi (Sumomo Yumeka), seinen (Mizu Sahara) e shojo mangá (Keita Sahara). As obras mais conhecidas dela são Hoshi no Koe (publicado no Brasil pela Panini), The day I became a betterfly e Same Cell Organism.


Análise

watashitachi-no-shiawase-na-jikan-1Normalmente os quadrinhos japoneses em volume único não possuem um bom desenvolvimento em personagens e história. Parece que japoneses não sabem contar histórias curtas, pois tudo acontece muito rápido e a história fica corrida. Mas existem exceções, é o caso de Watashitachi no Shiawase na Jikan. Não sei se por ser uma adaptação, essa história trágica de amor é muito bem contada em apenas 8 capítulos, e muito bem fechada.

Juri é uma garota muito problemática, pois é desprezada pela mãe que a culpa por não poder mais tocar piano, além de ter sido abusada sexualmente por seu tutor de piano. Aulas que se dedicava muito para tentar aprender a tocar da melhor forma possível para sua mãe. Por esses diversos problemas com sua mãe, levou a jovem a tentar cometer suicídio três vezes.

Yuu é um jovem que viveu na rua onde sofreu muito. Prostituía-se para conseguir dinheiro e comprar comida para ele e seu irmão mais novo. Após alguns acontecimentos que pioraram ainda mais sua vida, o jovem cometeu assassinatos o que o trouxe ao corredor da morte.

A velha freira, tia de Juri, levou a sobrinha para suas visitas aos criminosos, pois ela se importava com sua sobrinha, e temia que uma hora ela conseguisse se matar, de fato. Essas visitas eram para confortar e fazer com que os criminosos se arrependessem de seus crimes, tendo apenas a punição dos homens.

Em uma dessas visitas, apesar de estar conversando com uma pessoa criminosa que está para ser executada, Juri percebe que o jovem rapaz Yuu é muito parecido com ela, o mesmo acontece com ele e ambos conseguem se entender em suas conversas, as quais julgam as mais sinceras da vida deles.

É um encontro de pessoas que possuem seus problemas, não por culpa delas mesmas, mas por influências exteriores, que conseguem enxergar o amor, ainda que elas tivessem seus surtos violentos, no caso dela contra ela mesmo e no caso dele contra outras pessoas (não quero dar spoiler, mas se ler verá que não é bem dessa forma).

Uma história onde o amor faz as pessoas superarem seus problemas, ainda que um amor impossível, já que ele está só aguardando sua morte por seus crimes. E como na vida real, nem sempre as coisas são justas, só acontecem na verdade, mas no final pode se tirar uma grande lição de tudo.

Apesar de ser uma história de amor, devido aos problemas e as circunstancias em que o casal se conhece, o roteiro traz uma carga dramática e pesada demais, isso faz com que o leitor desgoste um pouco da história.

Os desenhos não chamam a atenção do leitor, mas cumpre seu papel quanto à narrativa para o roteiro que combina com a história e sua carga dramática, mas o leitor irá perceber que alguns enquadramentos foram mais caprichados deixando desenhos muito bonitos.

É um mangá mediano que deve ficar na pilha de leitura, mas sem ser prioridade.

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